quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A Saída da Escuridão da Caverna

Imagina homens que vivem numa caverna subterrânea. Estão virados de costas para a entrada, presos com correntes, pelas mãos e pelos pés; por isso só podem olhar para a parede da caverna. Por detrás deles há um muro alto, e atrás desse muro passam por sua vez vultos humanos que levam diversos objetos por cima do muro. Uma vez que atrás desses objetos arde uma fogueira, eles provocam sombras trêmulas na parede da caverna. A única coisa que os homens da caverna podem ver é, portanto, este "teatro de sombras". Estão ali desde que nasceram e para eles as sombras são tudo o que existe. 
Imagina agora que um destes habitantes da caverna consegue libertar-se da prisão. Primeiro, questiona-se de onde é que vêm estas imagens na parede da caverna. O que é que achas que sucede quando ele se volta para as figuras que são levadas por cima do muro? De início, fica ofuscado pela luz brilhante. A visão dos objetos com contorno nítido ofusca-o - até então, ele vira apenas as suas sombras. Se pudesse subir pelo muro e passar o fogo até sair da caverna, ficaria ainda mais encandeado. Mas depois de ter esfregado os olhos veria também como tudo é belo. Pela primeira vez, veria cores e contornos nítidos. Veria animais e flores verdadeiros - dos quais as figuras na caverna eram cópias. Mas nesse momento, perguntar-se-ia de onde é que os animais e as plantas vêm. Vê o sol no céu e compreende que o sol dá vida às flores e aos animais na natureza, da mesma forma que o fogo da caverna fazia com que ele pudesse ver as sombras.  O feliz habitante da caverna poderia sair a correr para a natureza e alegrar-se com a sua liberdade recém adquirida. Mas ele pensa em todos aqueles que ainda estão na caverna. Por isso, regressa. Logo que chega lá, tenta explicar aos outros habitantes da caverna que as sombras na parede são apenas cópias trêmulas de coisas verdadeiras, mas ninguém acredita nele. Eles apontam para a parede da caverna e afirmam que o que aí vêem é tudo o que existe. Por fim, matam-no.  

                                                                         (trecho do livro O mundo de Sofia, Jostein Gaarder)  

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Soneto de Separação


De repente do riso fez-se o pranto 
Silencioso e branco como a bruma 
E das bocas unidas fez-se a espuma 
E das mãos espalmadas fez-se o espanto. 
De repente da calma fez-se o vento 
Que dos olhos desfez a última chama 
E da paixão fez-se o pressentimento 
E do momento imóvel fez-se o drama. 
De repente, não mais que de repente 
Fez-se de triste o que se fez amante 
E de sozinho o que se fez contente. 
Fez-se do amigo próximo o distante 
Fez-se da vida uma aventura errante 
De repente, não mais que de repente.

Vinicius de Moraes




sábado, 3 de dezembro de 2011

Felicidade Nostálgica


Surgiu de um sentimento simplório... 
De um complexo inexplicável 
Transbordara de simpatia "o sério", 
Conseguindo assim o inalcansável 


Logo penso, você está lá! 
Quando respiro, você enche meus pulmões, 
Você emana toda luz que há 
E consequentemente este sorriso aflora-me singelas emoções 


Assim acerta-me deveras como um veneno, 
ou notório mar de nostalgia. 
Paralisando meu corpo com seu jeito sereno, 
Enquanto meus olhos famintos à consumia 


Em seus lábios almejo beber, 
O néctar vindo dos céus. 
E neste momento perder minha necessidade de morrer, 
Pois quero viver d'esperança nos braços teus. 


Como desfecho de minh'alma errante, 
Deixo minha humilde vida de tédio. 
Porque agora sofro e sigo como um amante, 
Esperando você por intermédio! 


Surge também este pesadelo, 
De um grande desprezo encontrar. 
Dilacerando nosso elo, 
Que meu coração nunca pensou em desatar. 









































sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Tudo depende só de mim

"Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia-noite. 
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo...ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro...ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o disperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde...ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria...ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar...ou agradeçer a Deus pelo trabalho.
Posso sentir tédio com as tarefas da casa...ou agradeçer a Deus por ter um teto para morar.
Posso lamentar decepções com amigos...ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saíram como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
Tudo depende só de mim."


(Charles Chaplin)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Este Inferno de Amar

Este inferno de amar – como eu amo! -
Quem mo pôs aqui n’alma… quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
Que é vida – e que a vida destrói -
Como é que se veio a atear,
Quando, ai, quando se há-de ela apagar?
Eu não sei, não me lembra: o passado,
A outra vida que dantes vivi
Era um sonho talvez… – foi um sonho -
Em paz tão serena a dormi!
Oh! que doce era aquele sonhar…
Quem me veio, ai de mim, despertar?
Só me lembra que um dia formoso
Eu passei… dava o sol tanta luz!
E os meus olhos, que vagos giravam,
Em seus olhos ardentes os pus.
Que fez ela? eu que fiz? – Não o sei;
Mas nessa hora a viver comecei…



terça-feira, 23 de agosto de 2011

Tchau!

Hoje decidi. Vou escrever e pronto. Quero desabafar todo o meu viver... Difícil viu, começar assim do nada...mas nem sei a quanto tempo essa idéia me atormenta a cabeça. Só que o medo. Ah! O medo. Esse é companheiro, quero dizer, era, a partir de agora ele vai embora. E vocês sabem ele aprisiona a gente, e é tão fácil se deixar levar por ele. Só que agora não. Já decidi, acabou, já to aqui e não volto atrás. Tchau.